segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fesporte discute os Parajasc com dirigentes

A Fesporte reuniu na manhã deste domingo (5), na Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste, dirigentes esportivos e paradesportivos de Santa Catarina para discutir eventuais melhorias na organização e no planejamento dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc). “Santa Catarina tem um calendário rico em eventos, talvez um dos maiores do país, e temos de estimular a constante avaliação e discussão para aprimorar esta programação”, destacou o presidente da Fesporte, Adalir Pecos Borsatti.

Entre os assuntos tratados, a época de realização dos Parajasc, a limitação do número de atletas, a contratação de atletas de outros estados para disputar os jogos e a questão das multas a equipes. A ideia entre os participantes do encontro é de que os Parajasc, já a partir de 2012, sejam realizados no mês de maio nas cidades mais frias e em junho nas mais quentes. Os municípios interessados em sediar os jogos paradesportivos de 2012 têm até o dia 30 de julho para oficializar a candidatura.

Outra questão debatida foi a “importação” de paraatletas para reforçar as delegações dos municípios . “Há delegações com vans lotadas de paraquedistas”, reclamou o diretor da Fundação Municipal de Esportes (FME) de Brusque, Delmar Tondolo, referindo-se aos atletas que desembarcam no Estado apenas para competir durante o evento. “Nossos atletas estão ficando em casa enquanto outros, de fora, estão sendo contratados. Esses jogos são de inclusão, não de exclusão”, acrescentou Tondolo. “Hoje Santa Catarina é modelo em competições paradesportistas, mas se continuar assim logo será exemplo negativo”, lamentou Rosicler Ravache, coordenadora do departamento de Paradesporto da prefeitura de Joinville.


“Para evitar essa situação, as federações vão precisar cadastrar os atletas. Acredito que o cadastro vai ajudar a conhecer, identificar e controlar esses atletas”, disse a diretora de Esportes da Fesporte, Lílian de Fátima Pinto. “Além disso, não vejo muitas formas de fazer esse controle”, lamentou Lílian. O presidente da Fesporte, Pecos Borsatti, também disse que conversará com dirigentes do Paraná e do Rio Grande do Sul, estado de onde sai a grande maioria dos atletas importados, para haver uma cooperação técnica e barrar esse movimento.

Outro assunto debatido foi a o número de atletas inscritos, hoje limitado a 120. A proposta partiu do representante da Fundação Municipal de Esportes de Concórdia, Diomar Perin. “O final desse limite aumentaria a participação nos Parajasc e impulsonaria esse movimento de inclusão no paradesportismo”, comentou. O encontro durou cerca de duas horas e contou com a presença de cerca de 30 pessoas. “É uma excelente iniciativa esta da Fesporte de discutir os eventos. Tem que debater e ouvir os dirigentes juntos aperfeiçoarmos as competições”, comentou o presidente da Fundação Municipal de Desportos de Blumenau e do Conselho Estadual de Esporte, Sérgio Galdino.

Texto e foto de Eduardo Correia - Fesporte

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